Memórias afetivas da pedra que ronca Embalado pelas lembranças dos veraneios da infância e adolescência, retorno a uma vila praieira dos anos 1970 e 1980. Distante poucos quilômetros do centro de Salvador, a localidade — à época de sistema viário precário,...
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Memórias afetivas da pedra que ronca Embalado pelas lembranças dos veraneios da infância e adolescência, retorno a uma vila praieira dos anos 1970 e 1980. Distante poucos quilômetros do centro de Salvador, a localidade — à época de sistema viário precário, pouco povoada e com moradias rústicas e escassas — guardava status de paraíso. Paradisíaca beira-mar, palco das brincadeiras infantis regadas a deliciosos banhos de mar, estendidos noite adentro, com a lua a pratear as águas e iluminar nossos mergulhos noturnos, quando o mar se tornava um imenso palco líquido e a espuma, renda fugaz sobre a pele salgada. Éden cantado em verso e prosa. Por Caymmi, por Vinicius, que imortalizaram aquele pedacinho do céu: extenso coqueiral margeando a orla, barcos singrando as águas conduzidos por valentes homens do mar, baianas de acarajé com seus tabuleiros ofertando aquele manjar dos deuses — feijão-branco banhado no dendê —, o gosto dos dias saborosos. Encaixes perfeitos àquele ambiente de puro dele
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