MONTANHA RUSSA ECONÔMICA E TAXAS DE JUROS NÃO TÃO ALTAS. Bolívar Charneski Em 1995, o Governo Federal desindexou a economia do Brasil, passando a adotar o valor nominal como referência das transações, na ilusão (e foram tempos de muita ilusão) de que...
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MONTANHA RUSSA ECONÔMICA E TAXAS DE JUROS NÃO TÃO ALTAS. Bolívar Charneski Em 1995, o Governo Federal desindexou a economia do Brasil, passando a adotar o valor nominal como referência das transações, na ilusão (e foram tempos de muita ilusão) de que passávamos a ter uma das moedas mais fortes do mundo e inflação, pretensamente, norte- americana. Ou seja, tornáramo-nos uma das nações cujos chamados fundamentos econômicos estariam entre os melhores do planeta. Já em 1998, a realidade do crescimento da dívida pública começava a se impor à ilusão. Daí decorre o início do vigoroso processo de aumento da carga tributária, em especial, por meio das chamadas contribuições sociais, agora aplicadas inclusive sobre os rendimentos do capital em giro ou das poupanças privadas das empresas. Nesse cenário, cada vez mais, se discute se a taxa referencial de juros é elevada, constituindo a razão de a economia não crescer. Será? Para começar a responder, calculamos abaixo o impacto tributário sobre os
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