O RIO GRANDE DO SUL PRECISA DE UMA TERCEIRA MARGEM Bolívar Charneski A metáfora “A Terceira Margem do Rio”, tema da 6ª Bienal do Mercosul permite, com ousadia, trazer a reflexão para as margens do nosso estado. O propósito da terceira margem na temática da...
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O RIO GRANDE DO SUL PRECISA DE UMA TERCEIRA MARGEM Bolívar Charneski A metáfora “A Terceira Margem do Rio”, tema da 6ª Bienal do Mercosul permite, com ousadia, trazer a reflexão para as margens do nosso estado. O propósito da terceira margem na temática da Bienal é “romper com os binômios que definem e limitam nosso mundo – o direito e o esquerdo; o bem e o mal; a figuração e a abstração; o sul e o norte. Mais que atravessar fronteiras, deseja- se uma mudança de perspectiva.” A consagração de binômios é talvez um dos limites mais intensos nessa região do Brasil, onde quase não há soma de esforços, mas, sim a sua constante divisão. E sempre que há divisão não se olha o futuro. Ao final de mais um ano em que o tema predominante é a elevação, ou não, da carga tributária para cobrir déficits financeiros do governo estadual, ondulam-se bem nítidas duas margens do confronto: o governo e as forças econômicas. E a população, a terceira margem, à margem. Os governos com a sua permanente afirmaç
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