A constituição do sujeito, tal como concebida na psicanálise, nasce de uma fratura — não de uma completude. Para Freud, o trauma não é apenas um acidente psíquico; é a condição inaugural da consciência. Já em Lacan, o sujeito é efeito da linguagem, surgindo...
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A constituição do sujeito, tal como concebida na psicanálise, nasce de uma fratura — não de uma completude. Para Freud, o trauma não é apenas um acidente psíquico; é a condição inaugural da consciência. Já em Lacan, o sujeito é efeito da linguagem, surgindo num campo cortado, atravessado por um significante que o aliena.
Árgara propõe que este "sujeito dividido" não é exclusividade do Ocidente. As tradições orientais, especialmente no budismo mahayana, ensinam que a identidade pessoal é uma ilusão gerada pela ignorância (avidyā). Assim como o sujeito freudiano se constrói por repressão e o lacaniano por falta, o sujeito budista emerge da ilusão de permanência.
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