Há teorias que explicam fenômenos.
Há teorias que organizam dados.
E há teorias que, ao emergirem, expõem o limite da própria capacidade humana de compreender aquilo que pretende explicar.
A Teoria Sintérgica pertence a esta última categoria.
Ela não se...
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Há teorias que explicam fenômenos.
Há teorias que organizam dados.
E há teorias que, ao emergirem, expõem o limite da própria capacidade humana de compreender aquilo que pretende explicar.
A Teoria Sintérgica pertence a esta última categoria.
Ela não se limita a descrever o funcionamento do cérebro, nem a propor um modelo alternativo da percepção. Ela insinua algo mais perturbador: que aquilo que chamamos de realidade pode não ser uma entidade independente, mas o resultado de uma interação — profundamente estruturada — entre aquilo que observa e aquilo que é observado.
Mas essa formulação, por si só, ainda é confortável demais.
Porque mantém intacta uma suposição silenciosa: a de que ainda existe um “algo” sendo observado.
Este livro não aceita essa concessão.
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