O Romance dum Homem Rico de Camilo Castelo Branco PRÓLOGO DA TERCEIRA EDIÇÃO «– Este foi o mais querido dos meus romances». C. CASTELO BRANCO, Prefácio da 2ª edição do Romance dum Homem Rico. Quando Camilo Castelo Branco escrevia no seu livro dilecto esta...
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O Romance dum Homem Rico de Camilo Castelo Branco PRÓLOGO DA TERCEIRA EDIÇÃO «– Este foi o mais querido dos meus romances». C. CASTELO BRANCO, Prefácio da 2ª edição do Romance dum Homem Rico. Quando Camilo Castelo Branco escrevia no seu livro dilecto esta sentença: – e o homem não acha em si os alívios da razão quando os vícios lha degeneram e, estava julgando a sua própria alma no tribunal austero da consciência. Não vejam nisto censura, os melindrosos por conta alheia. O romancista, se não é um armador de encomendas, um preparador de eleitos, um pintador de cenários, um arranhador de visualidades, se sente como escreve, ao menos quando escreve, encarnando-se nos seus personagens, reconhecendo em si as paixões que lhes reconheceu ou que lhes atribuiu, e com eles ama, odeia, chora ou blasfema, faz como o sábio, o mártir da medicina, que, para se convencer e para não falsear a ciência que professa, muita vez se envenena ou se dilacera. Camilo era aqui o pensador, o filósofo, o analisado
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