Escrever é um desafio fascinante. Escrever um texto para ser lido também por crianças é desafiante. E ainda maior fascínio produz quem escreve um texto teatral, para ser vivido no palco, para ser interpretado, dramatizado. Porque uma criação assim, como...
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Escrever é um desafio fascinante. Escrever um texto para ser lido também por crianças é desafiante. E ainda maior fascínio produz quem escreve um texto teatral, para ser vivido no palco, para ser interpretado, dramatizado. Porque uma criação assim, como esta de Vanessa Passos, requer bem mais do criador. Exige a ousadia de ultrapassar as margens da história, mudar o ângulo, desvestir os personagens e vestir-se de leitor, de espectador, para saber o que ele verá, sentirá e, dessa maneira, definir cada detalhe, cada objeto a compor as cenas, e, ao mesmo tempo, conduzir a dança das luzes, ora na mãe, ora na filha, ora na enfermeira, ao jogo de expressões das três, ao som da canção que embala a imaginação. Sim, escrever algo dessa natureza demanda muita imaginação, esse fio condutor que traz o leitor/expectador para dentro da fantasia. Fio que costura a narrativa e, sobretudo, na história de Manu e Aparecida, une a menina solitária e a mulher atarefada, estabelece a intimidade entre as dua
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