O presente artigo investiga a relação intrínseca entre os diários e o processo criativo do romancista Josué Montello, demonstrando que esse gênero não se configura apenas como um mero repositório de registros pessoais de somenos importância, mas como uma...
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O presente artigo investiga a relação intrínseca entre os diários e o processo criativo do romancista Josué Montello, demonstrando que esse gênero não se configura apenas como um mero repositório de registros pessoais de somenos importância, mas como uma fonte inesgotável de riqueza literária que dialoga com seu processo criativo, possibilitando um entendimento mais profundo das motivações e dos métodos do autor. Paralelamente, a breve pesquisa sugere, também, que, ao fazermos uso da Crítica Genética como abordagem metodológica, os diários proporcionam uma nova perspectiva sobre a obra de Montello, contribuindo para evidenciar aspectos como a intertextualidade, a construção da identidade literária, bem como a valorização de seus ensinamentos enquanto “artífice da palavra” e sua contribuição para a literatura em geral. Por fim, demonstrar-se-á que os escritos diarísticos do autor funcionam como um palimpsesto, revelando elementos íntimos de sua construção ficcional, assim como as constantes
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