O Grilo Verde
Certo dia, apareceu na horta do Tio Manuel Liró um grilo espantoso. Era verde,
tão verde como as alfaces repolhudas que cresciam num pequeno canteiro ao cimo da
horta. E em dias de sol e noites estreladas, punha-se a assobiar modinhas.
Os...
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O Grilo Verde
Certo dia, apareceu na horta do Tio Manuel Liró um grilo espantoso. Era verde,
tão verde como as alfaces repolhudas que cresciam num pequeno canteiro ao cimo da
horta. E em dias de sol e noites estreladas, punha-se a assobiar modinhas.
Os grilos que viviam por perto, como não eram verdes nem sabiam assobiar,
acharam aquele vizinho esquisito, muito invulgar. Foram contar aos colegas que
moravam por aquelas redondezas.
— VERDE?!
— E ASSOBIA? !… PODE LÁ SER!
A notícia espalhou-se, andou de toca em toca,
voou de lura em lura. Todos os grilos ficaram a saber das
afrontas do parceiro que morava na horta do Tio Manuel
Liró. Sim, afrontas! Ser-se verde e assobiador não eram
coisas de grilo que se fizessem… Resolveram fazer-lhe
uma visita para o convencer a mudar de farda e de
música.
Numa tarde de domingo deixaram as luras que tinham nos quintais, campos,
bouças e matas. Entraram na horta do Tio Manuel Liró e perguntaram ao companheiro:
— Porque não tens uma cor igual à nossa? Po
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