Portugal viveu um ambiente de «guerra religiosa» nos primeiros anos da I República (1910-1917). As populações nem sempre foram submissas, recusando-se a abandonar crenças e tradições em obediência a uma legislação redigida por livres-pensadores que não...
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Portugal viveu um ambiente de «guerra religiosa» nos primeiros anos da I República (1910-1917). As populações nem sempre foram submissas, recusando-se a abandonar crenças e tradições em obediência a uma legislação redigida por livres-pensadores que não aceitavam os quadros mentais e sociais existentes. O combate fez-se em diversas frentes: a escola, o registo civil, as corporações cultuais, as normas restritivas aos atos de culto, a integração ou rejeição do programa republicano por parte do clero. Mais do que o debate político-ideológico, preferiu-se captar atitudes e comportamentos, reveladores do sentir de homens e mulheres, apanhados no agitar de ideias das primeiras décadas do século XX.
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