IS SEM OUS de Carlos Piecho
ah se fosse possível
a cada imagem desenhá-la de memória em papel vegetal
e a seguir todas ajustar em vidro de janela
coincidentes sendo possível
com o sol
vindo da rua
a iluminar os traços
os carregados
os tão...
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IS SEM OUS de Carlos Piecho
ah se fosse possível
a cada imagem desenhá-la de memória em papel vegetal
e a seguir todas ajustar em vidro de janela
coincidentes sendo possível
com o sol
vindo da rua
a iluminar os traços
os carregados
os tão esbatidos
e sombras, as sombras
fantásticas sombras
ah que ordem seguiria?
a do tempo perdido
pelo proveito
a dor
pelo cheiro?
não sei
sei só que não gosto de mas
e de ous também não
depois desta maldade feita a mim próprio
agora a sério
o que o autor sabe, de certeza certa, é que anda agoniado com tanto jogo floral, com tanta vernissage, com tanta dor na próstata, com tanto sinal cinzento e fechado, sinal dos tempos afinal, vertido em palavras que perderam o norte e o som, perderam o fim, o fim último da palavra: comunicar utilidades, servir, avisar, chamar
brincarei então
jogando com a fonética, baralhando as semânticas
serei eu sempre o meu primeiro parceiro de brincadeira
serei sempre eu o primeiro a experimentar se a c
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