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ORGULHO DE NORDESTINO
Poesia Cordel – Edilberto Abrantes
Eu nasci numa casinha
Na beira de um riacho
Que desce de um grotão;
E desde cedo me acho
Poeta e bom cantador
Colhendo fruta no cacho!
A correr em vaquejada,
Dançar quadrilha e forró
Em sala de chão...
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ORGULHO DE NORDESTINO
Poesia Cordel – Edilberto Abrantes
Eu nasci numa casinha
Na beira de um riacho
Que desce de um grotão;
E desde cedo me acho
Poeta e bom cantador
Colhendo fruta no cacho!
A correr em vaquejada,
Dançar quadrilha e forró
Em sala de chão batido
Pulando numa perna só
Comendo pato e peru
Com pinga até no gogó!
Em cima do meu cavalo
Vejo um mundo diferente
A imensidão do campo
E a liberdade da gente
Que outrora um cantador
Ilustrou em um repente
Contando suas mazelas
Do tempo dos coronéis
Um povo pobre temente
A seus grilhões e anéis
Sendo muito espoliado
E torturado em quartéis!
Um tempo de visionários
Como Antonio Conselheiro
Que usava o fanatismo
Para lançar-se obreiro
De um bando de famintos
Fanáticos e aventureiros.
Esta terra abençoada
Também teve cangaceiros
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